“Velozes e Furiosos 4” traz a volta das peças originais

Velozes e Furiosos 4 (Fast & Furius, 2009) de Justin Lin

O filme: Dominic Toretto (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) continuam roubando e fazendo pegas pelo mundo. O agente Brian O´Conner (Paul Walker) está de volta a ativa no FBI em busca de um criminoso sem rosto. Quando um crime ocorre em Los Angeles os dois se veem juntos novamente, Toretto em busca de vingança e O´Conner de justiça.

Diesel retorna (bem) ao papel que o consagrou, como um animal descontrolado atrás do volante, usa o físico para destruir tudo e solta suas tiradas irônicas. Walker é apenas a lei que depois de tomar gosto pela velocidade cisca entre o crime e a amizade, enquanto Rodriguez faz sua parte.

Porque assistir: o quarto filme da franquia que começou como uma produção B e se tornou gigante, traz de volta suas peças originais (o quarteto Diesel, Walker, Rodriguez e Jordana Brewster), mas o principal item de série que faz a diferença é mesmo a ação desenfreada.

A trama procura costurar as histórias anteriores para dar credibilidade ao retorno de seus personagens originais e inclui até um que morreu (!?) no longa anterior. Fato explicado apenas nas cenas entre créditos finais de Velozes e Furiosos 6 (2013).

Melhores momentos: quando aposta no que melhor sabe fazer (e exagerar), com suas cenas de ação mirabolantes que vão contra as leis da física e com sua linguagem de videogame, diverte sem compromisso. Principalmente a primeira meia hora, que pisa fundo no acelerador, sem paradas para abastecer.

Pontos fracos: quando mergulha em discussões sobre lealdade, traição, lei e ordem, e tentam aflorar outros sentimentos, como flertes, uma vingança sentimental e amores do passado, cai no buraco da bobagem e sobra nas curvas do clichê.

No mais muita música ordinária, mulheres com pouca roupa, carrões envenenados, alguns furos de roteiro e pouco cérebro. E Jordana Brewster ainda quer ser Demi Moore, exalando (muito) mais beleza do que (nenhum) talento.

Na prateleira da sua casa: arranca bem, dá umas derrapadas bobas, mas cruza a linha final sem muitas dificuldades. Aos fãs da franquia e do gênero ação-de-mais-história de-menos, um deleite. 

Extras:

Compilação de músicas da trilha sonora de “Velozes e Furiosos 1, 2, 3, 4 e 5”