Um Parto de Viagem (Due Date)

Um Parto de Viagem (Due Date, 2010) de Todd Phillips

O filme: a distância já aparece na primeira cena. Downey Jr. conversa, conversa. Mas ele está ao celular. E em Atlanta. Quer encontrar logo a esposa (Monaghan, belíssima), grávida de nove meses. E em Los Angeles. No aeroporto um incidente com um desconhecido (Galifianakis) os torna indesejáveis no avião. Por necessidade aceita a proposta de ir de carro com o tal desconhecido, ator que deseja ingressar em Hollywood.

Porque assistir: ter o mesmo diretor (Todd Phillips) e o coadjuvante mais engraçado (Zack Galifianakis) da comédia vencedora do Globo de Ouro de melhor filme e a maior surpresa da bilheteria (Se Beber, Não Case! – 2009) já é um belo cartão de visitas.

Acrescente o astro (e também ótimo ator) Robert Downey Jr., e coadjuvantes de luxo (Juliette Lewis, Jamie Foxx, Michelle Monaghan, Danny McBride), e mesmo que a velha fórmula dos “antagonistas que tem de passar juntos nas mais loucas situações, para, depois descobrir que são amigos”, a comédia é engraçadíssima.

Uma comédia desbocada, e que equilibra os momentos de humor físico e tem a seu favor a química de Downey Jr. e Galifianakis. O primeiro sempre com saídas inteligentes na contramão das ações infantis do segundo, assim a trama sabe explorar suas dualidades, mas como um complementando o outro.

Melhores momentos: sequências hilariantes, como o pirralho pentelho, um certo café, a lata de café contendo as cinzas do pai de Galifianakis, a masturbação (dupla), o resgate, e uns palavrões.

Mas também existe o momento chapaçãoDe vidros fechados, uma erva natural e o som de Hey You (do Pink Floyd) arranca delirantes risadas. E se a figura vai para Hollywood, ainda existe espaço para citações de O Poderoso Chefão (“foi você quem escreveu?”), Tudo Por Amor (“eu sou Julia Roberts e você está morrendo”), Um Domingo Qualquer(“motive seus jogadores”), O Rei Leão (“o círculo da vida”) e a série de TV Two and a Half Man.

Pontos fracos: Galifianakis faz algo entre uma variação e repetição de seu personagem em Se Beber, Não Case!. Com mais exagero, diga-se. Seu andar quase rebolando, sua calça apertada, sua barriga proeminente e cofrinho de fora compõem um visual bem apropriado.

E se a comparação é inevitável, se o primeiro tinha absurdos possíveis, o pequeno senão aqui são algumas situações, que passam um pouco além do aceitável. Não tanto, mas passa. Dito isso, complemento: Se você acha que está muito absurdo, eu digo que as situações ainda podem piorar. Pode apostar.

Na prateleira da sua casa: que tal rir do absurdo alheio? Apertem os cintos e embarquem na comédia. Garanto que a viagem será repleta de risos, gargalhadas e um certo desespero com as loucuras da divertida mais nova dupla de não-amigos-mais-amigos que o cinema, de tempos em tempos, faz questão de nos apresentar. Bon Voyage!

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