“Sob o Mesmo Céu” é comédia romântica otimista e bonitinha

Comédia romântica “Sob o Mesmo Céu” é puro otimismo (Foto: Fox)

“Em alguns momentos você precisa dizer adeus, antes que possa dar um olá” (Aloha)

Sob o Mesmo Céu (Aloha, 2015) de Cameron Crowe

O filme: o oficial Brian Gilcrest (Bradley Cooper) que está em uma fase ruim após fracassar em uma missão militar. Mas ele recebe a chance de retomar sua carreira no Havaí, supervisionando o lançamento de um satélite. Enquanto busca a redenção profissional, ele também tenta colocar um ponto final em um antigo amor (Rachel McAdams), além de ter que lidar com sentimentos inesperados por sua parceira no projeto, uma promissora jovem da Força Aérea, a capitã Allison Ng (Emma Stone).

Porque assistir: a assinatura de Cameron Crowe já vale o interesse. Diretor e roteirista de Vida de Solteiro (1992), Jerry Maguire – A Grande Virada (1996), Tudo Acontece em Elizabethtown (2005) e Compramos um Zoológico (2011), ele já ganhou o Oscar de melhor roteiro por Quase Famosos (2000).

Sua habilidade de munir seus diálogos com sentimentos, e de criar personagens envolvidos em situações de “volta por cima” garantem bons momentos. Sim, existe algo de déjà vu em sua trama, mas o saldo ainda é positivo com seu otimismo latente.

Melhores momentos: todos com Emma Stone (indicada ao Oscar de coadjuvante por Birdman), em atuação farol. Apesar de não ser fisicamente ideal para uma mestiça havaiana, ela está radiante, e se entrega de forma apaixonante à sua persona.

Outra sequência encantadora é a “conversa cifrada” entre Bradley Cooper e John Krasinski. Bill Murray também acrescenta um verniz de curiosa estranheza em seu pequeno papel. Com um certo exagero necessário, Alec Baldwin (Caçada ao Outubro Vermelho) comparece bem com gritos, olhares e acordos militares.

Pontos fracos: Bradley Cooper (indicado ao Oscar por sua atuação em Sniper Americano) não consegue se conectar com a angústia do protagonista, parece estar um pouco alheio ao que ocorre com seus sentimentos. Quem está em nível parecido é Rachel McAdams (Questão de Tempo), meio perdida entre o passado e o presente. A história se enrola um pouco com a sua resolução também.

Na prateleira da sua casa: mesmo não tão inspirado, Cameron Crowe ainda é um exímio autor. E o cenário é de encher os olhos, além dos fatos curiosos a respeito das tradições locais, transformam a comédia romântica em um bom programa. Um filme para se abrir o coração e tentar se abastecer com seu otimismo puro e simples. O filme está disponível entre os filmes do catálogo da Netflix.