Segundo ‘Transformers’ é ‘A Vingança dos Derrotados’, mas derrota mesmo é assisti-lo

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Transformers – A Vingança dos Derrotados (Foto: Paramount)

Transformers – A Vingança dos Derrotados (Transformers – Revenge of the Fallen, 2009) de Michael Bay

O filme: dois anos após a batalha entre os Autobots e os Decepticons, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) enfrenta a ansiedade de entrar na faculdade. Isto significa que ele terá que morar longe de seus pais, se distanciar da namorada Mikaela Banes (Megan Fox) e explicar a situação ao seu amigo e protetor, o Transformer Bumblebee.

Paralelamente o governo desativa o Setor 7, resultando na demissão do agente Simmons (John Turturro). Em seu lugar é criada a NEST, uma agência comandada pelo capitão Lennox (Josh Duhamel) e o sargento Epps (Tyrese Gibson), que trabalha em conjunto com os Autobots. Porém a NEST enfrenta a resistência de um consultor da segurança nacional, que a considera supérflua. O que eles não esperavam é que os Decepticons voltariam para uma vingança.

Porque assistir: é como um cano de descarga furado de uma lata velha: faz muito barulho, tira nosso juízo e ainda prejudica o meio ambiente. Steven Spielberg ainda é o produtor executivo, mas sua costumeira mágica aqui passa longe…

Sem combustível (ou sem sentido?) e com o pneu furado (ou seria o roteiro?) fica no meio do caminho, sem destino entre uma história que quer (ou tenta) justificar origens, batalhas, vingança… Mero pretexto para uma explosão a cada 30 segundos num interminável longa de duas horas e meia!

[tribuna-veja-tambem id=”6382″ align=”alignright”]Tudo que o primeiro tinha de melhor (o que já não era demais, apenas uma diversão descaradamente descompromissada) foi convertido numa bobagem sem fim. O que era o carisma de Sam (Shia Labeouf), seu jeito abobalhado e desastrado, agora parecem forçados e nem mesmo os efeitos bem especiais (que todos zilhões justificam) já não impressionam tanto.

Antes o tremendo quebra-pau entre os Autobots e Decepticons, de toques nostálgicos e até divertidos, virou uma tremenda chatice e repetição. E com uma história longa, com tanta explosão e cenas de ação que de tão exageradas, nem conseguimos acompanhar o que se passa na tela.

Melhores momentos: a nota é justificada pela metade de lata (entenda: espetaculares efeitos especiais e pelo confronto de Optimus Prime na floresta) e por, digamos, a parte de carne do longa, que atende pelo nome de Mikaela (Megan Fox). Ainda péssima atriz, mas com algum esforço.

Pontos fracos: seus momentos (supostamente) cômicos servem apenas para… Bem, era para rir, mas são somente patéticos, como quando a mãe de Sam come brownie com maconha ou o todo o tempo com John Turturro (que papelão) e com os novos (e desprezíveis) personagens (os robôs gêmeos e um colega de quarto – Ramon Rodriguez). Sem esquecer do incessante uso da (péssima) trilha em momentos pretensamente gloriosos, que passeia entre os temas militaristas e épicos. Todos sem sucesso.

Na prateleira da sua casa: o diretor e produtor Michael Bay (que adora girar a câmera ao redor de seus atores) arrisca até umas cenas lentas em confrontos, para dar uma forcinha para seu público, mas tudo não passa de óleo vazando: só serve para provocar acidentes e ainda pode bater o motor (ou prejudicar sua mente). E a cada produção parece que suas tomadas vêm se acometendo mais do mal de Parkinson, de tanto tremelique e cortes abruptos.

Será que existe autoplágio? Sim, porque estilo não pode ser, já que Bay, além da vaidade de decorar o quarto da faculdade de Sam com um pôster de um filme seu (Bad Boys II), se copia descaradamente em dois momentos: ao afundar um porta-aviões (alguém lembra de Pearl Harbor?) e na destruição de um prédio em Paris (troque a capital francesa por Nova York… E temos Armageddon!).

Derrota é assistir a um dos piores filmes do ano!

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