“Samba” aborda com leveza o drama de imigrantes na França

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“Samba” já está disponível em DVD e Blu-ray (Foto: Califórnia Filmes)

Samba (Samba, 2014) de Eric Toledano e Olivier Nakache

O filme: Samba (Omar Sy) veio do Senegal para a França há 10 anos e sempre teve empregos de segunda. Alice (Charlotte Gainsburg) é uma diretora executiva que tem estado muito estressada nos últimos meses.

Ele está disposto a fazer o que for preciso para obter uma autorização para trabalhar, enquanto ela tenta deixar para trás sua vida antiga, trabalhando como voluntária em uma ONG. Ambos lutam para sair do impasse que são suas vidas. Até que o destino os reúne.

Porque assistir: da mesma dupla de cineastas do sucesso Intocáveis (2011), Samba é uma obra bonita e sensível sobre imigrantes à procura de um lugar ao sol na França dos dias de hoje. Mas não é exatamente um drama, mas uma dramédia romântica até.

O público em geral pode não saber seus nomes, mas a dupla central tem seus rostos marcados em obras sensacionais. Omar Sy explodiu em Intocáveis (2011) e já participou até de duas superproduções hollywoodianas, Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros (2015) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014).

E Charlotte Gainsburg é musa de Lars Von Trier e atuou em Ninfomaníaca – Parte 1 e 2 (2014/2015), Melancolia (2011) e O Anticristo (2009).

Melhores momentos: as fugas de Samba e o “brasileiro” Walid (Tahar Rahim, de O Profeta); a procura pela massagista de mãos que acaba em uma situação desastrosa; a sequência em que Samba limpa janelas enquanto o “brasileiro” brinca com as moças no escritório; a festa em o “brasileiro” ensina os convidados a dançar, enquanto Samba apenas observa; e os sucessivos encontros e desencontros da dupla Omar Sy e Charlotte Gainsburg, com meias palavras, trocas de olhares e insegurança mútua.

Pontos fracos: o uso irregular do tio de Samba na trama, que funciona como uma consciência chata para o protagonista.

Na prateleira da sua casa: produção é baseada em no romance de mesmo nome de Delphine Coulin. Em meio a uma situação tão séria como uma imigração, o tom leve e descontraído que permeia toda a obra faz muito bem ao filme. E a resolução final apara bem as arestas para deixar o clima ainda mais otimista. E que trilha sonora deliciosa, hein?

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