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O Voo (FOTO: Paramount/divulgação)

O Voo (Flight, 2012) de Robert Zemeckis

O filme: experiente piloto de aviões comerciais, Whip (Denzel Washington) tem uma queda pela bebedeira e faz um eventual uso de drogas. Mesmo com um voo marcado para cedo da manhã, Whip não exita em promover uma festinha, no qual vira a noite intimamente com sua comissária de bordo.

Porém, neste voo sua aeronave apresenta uma pane e, usando de toda sua experiência o piloto evita o pior. Após ser considerado um herói, exames mostram que Whip pilotava sob o efeito de drogas e álcool, que dá início à uma investigação mais incisiva.

Porque assistir: após tentar promover a revolução do cinema digital com as animações por captura de imagem O Expresso Polar (2004), A Lenda de Beowulf (2007) e Os Fantasmas de Scrooge (2009), o diretor e produtor Robert Zemeckis retorna bem aos filmes live action – o último filme com atores havia sido feito em 2000, com Náufrago.

Denzel Washington tem a sua melhor atuação desde O Gângster (2007), e a supera, ao voltar, inclusive a figurar na lista de indicados ao Globo de Ouro (melhor ator/drama) e Oscar (melhor atuação).

No elenco de apoio, a espetacular presença de John Goodman (traficante), boa atuação de Bruce Greenwood (da associação de pilotos), Don Cheadle (investigador) e uma ponta de luxo de Melissa Leo (a antagonista do julgamento final).

Melhores momentos: seu ápice acontece na impressionante sequência do acidente aéreo, no qual explora toda a perícia do personagem de Washington, além de usar o ineditismo de uma manobra para um avião comercial e mesmo com a implausibilidade, garante a tensão.

Os mais frágeis podem até nausear com a capacidade técnica da produção de envolver o espectador dentro do acidente. Os efeitos são dramáticos e assustadores.

Pontos fracos: seu terço final, que apela para o tom extremamente dramático, insiste na doença do alcoolismo como justificativa e ainda tem um epílogo vergonhoso, estilo lição de moral e bons costumes.

Na prateleira da sua casa: além da indicação ao Oscar de ator para Washington, o suspense dramático também concorreu ao Oscar de melhor roteiro original de John Gatins, o mesmo de Gigantes de Aço (2011), Coach Carter – Treino para a Vida (2005) e Hardball – O Jogo da Vida (2001).

Apesar do seu finalzinho ensopado de clichê, a obra entretêm bem e, por pelo menos uma hora e meia costura sua história de maneira interessante aliado à grande atuação de Washington.

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