“O Príncipe” tem trio de estrelas experiente em fita de ação genérica

O Príncipe está disponível em DVD e Blu-ray (Foto: Califórnia Filmes)

O Príncipe (The Prince, 2014) de Brian A. Miller

O filme: um assassino aposentado (Jason Patric) deve voltar à ativa e confrontar um antigo inimigo (Bruce Willis) quando a sua filha é sequestrada (Gia Mantegna). Em sua missão, ele tem a ajuda de uma amiga da sua filha (Jessica Lowndes), que parte junto na busca por respostas em meio ao submundo do crime americano.

Porque assistir: se as cenas de ação são genéricas, o elenco é o grande chamariz.

Jason Patric nunca foi um astro, mas tem no currículo Garotos Perdidos (1987), Rush – Uma Viagem ao Inferno (1991), Sleepers – A Vingança Adormecida (1996), Velocidade Máxima 2 (1997) e Narc (2002). Aqui ele é o anti-herói, perigoso, mortal, mas pai de família em busca da filha desaparecida.

Bruce Willis é o eterno John McClane, herói dos cinco filmes da franquia Duro de Matar (1988; 1990; 1995; 2007; 2013), mas na fita vira vilão com sede de vingança. Para completar o trio, o cool/cult John Cusack (Tiros na Broadway, 1995; Matador em Conflito, 1997; Quero Ser John Malkovich, 1999; Alta Fidelidade, 2000), completamente deslocado como um poderoso que ajuda Jason Patric em sua missão pelo submundo do crime americano.

Para acrescentar mais um fato curioso, dois cantores estão entre os vilões, o sul-coreano Rain (de Ninja Assassino, 2009), e o rapper Curtis “50 Cent” (Fique Rico ou Morra Tentando, 2005) mais uma vez atuando, mas de presença abreviada.

Melhores momentos: Entre os medalhões do elenco, quem melhor se sai é o oriental Rain como o consultor de Bruce Willis.

Interessante as insinuações de Angela (Jessica Lowndes), amiga da filha sequestrada, que se joga para ajudar a resolver a situação; Quando Jason Patric pede informações à um jovem traficante local, seu tio vem até eles e o ajuda a entender que a barra ali é pesada demais para brincadeiras.

Pontos fracos: história batida, resoluções simples e cenas de ação ok. E não precisava bater tanto na tecla do flashback.

Na prateleira da sua casa: fita de ação que lembra o plot de Busca Implacável (Taken, 2008), O Resgate (Stolen, 2012) e Caçada Mortal (A Walk Among the Tombstones, 2014). Mas sem nunca empolgar tanto. O mistério inicial dá curiosidade, mas depois a O Príncipe estanca no comum.

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