“O Hospedeiro” (2006) é um filme deliciosamente trash

O Hospedeiro (Gwoemul/The Host, 2006) de Joon-bo Hong

O filme: Coréia do Sul. À beira do rio Han mora uma família que é dona de uma barraquinha de comida no parque da cidade. O pai cuida do pequeno negócio, seu filho mais velho tem 40 anos, mas é tão imaturo quanto um adolescente. Sua filha do meio faz parte da equipe olímpica de arco e flecha do país. Ainda há uma criança, abandonada pela mãe há tempos. Um dia aparece um monstro no rio, que leva a criança consigo. A missão agora é enfrentá-lo e recuperar a menina.

Porque assistir: se me contassem essa história, limpa e seca, eu nunca assistiria. Sim, O Hospedeiro é basicamente um filme de um monstro que ataca Seul.

Mas se você se entregar aos prazeres do trash, serás agraciado com uma obra envolvente. De trilha sonora que flerta com Hitchcock , a fita é dotada de cenas de paralisar o coração. E mais, ao mesmo tempo consegue ser tenso e divertir, com suas piadas ingênuas.

Melhores momentos: a cena da criação do monstro e sua primeira aparição, no lago. As sequencias dentro do tubo de esgoto são tensas e a sacada das habilidades da personagem do arco, é genial.

Pontos Fracos: o clima de filme trash, B é total. Se o espectador não conseguir captar isso, vai acabar condenando o filme.

Na prateleira da sua casa: extremamente bem dirigido, funciona tanto como terror (na maioria das vezes), como comédia (em alguns momentos), e tornando o popular “terrir”.

Portanto, ao mesmo tempo diverte e, à sua maneira trash, e tem seus momentos de tensão. Além de dá uma clara cutucada nos EUA. Diversão fora dos padrões e simplesmente imperdível.

Filme vencedor de 14 prêmios internacionais, incluindo melhor diretor de Filme Internacional de Fantasia na Fantasporto (Portugal), melhor diretor e edição no Prêmio Grand Bell (Coréia do Sul), e outras nove indicações em prêmios internacionais, incluindo melhor Filme Internacional e prêmio Revelação no Saturn (EUA) e melhor Filme de Horror no Prêmio Empire (Reino Unido);

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