Com tem vilão vencedor do Oscar, “O Destino de Júpiter” é ação + efeitos especiais

O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending, 2015) d´os irmãos Wachowskis

O filme: Júpiter Jones (Mila Kunis) é a descendente de uma linhagem que a coloca como a próxima ocupante do posto de Rainha do Universo. Sem saber disto, ela segue sua vida pacata trabalhando como empregada doméstica nos Estados Unidos, país onde vive após deixar a Rússia. Um dia, ela recebe a visita de Caine (Channing Tatum), um ex-militar alterado geneticamente que tem por missão protegê-la a todo custo e levá-la para assumir seu lugar de direito.

Porque assistir: a assinatura é da dupla que revolucionou o cinema em 1999, com Matrix. Os irmãos Wachowskis assinaram também A Viagem (2012 – ao lado de Tom Tykwer), Speed Racer (2008) e Ligadas Pelo Desejo (1996).

No elenco, o astro Channing Tatum (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, 2014) como o herói da vez, e a mocinha Mila Kunis (indicada ao Globo de Ouro de coadjuvante por Cisne Negro, 2011).

Já o vilão apresenta uma curiosidade. Eddie Redmayne venceu o Oscar de melhor ator na pele do bonzinho Stephen Hawking em A Teoria de Tudo (2014).

Melhores momentos: o primeiro resgate que Caine faz de Júpiter. As cenas de ação, em geral, são bem satisfatórias. A sequência em que Júpiter experimenta e passa por toda a burocracia do mundo é genial e até engraçada.

Pontos fracos: o vilão – e seu plano estrambólico para roubar toda a juventude do universo – é algo entre o patético e o ridículo. E o pior é que a atuação do oscarizado Eddie Redmayne segue o mesmo nível. Um horror de tanto exagero.

Na prateleira da sua casa: disponível em DVD e Blu-ray, a fita contém material extra bem sortido. Entre os bônus, há os especiais “Jupiter Jones: o destino está dentro de nós” e “Engenharia genética”. O Blu-ray inclui também a “cópia digital”, com validade até 2017.

A ficção tem seus momentos, algumas sacadinhas (entre itens futuristas, visual kitsch e figurinos extravagantes) e elementos para uns 10 filmes diferentes. Com algum referencial, os Wachowskis apostam em um roteiro original e nos apresentam um novo universo, suas particularidades, idiomas, monstros e afins. O resultado é meio bagunçado, tem aquele lance de salvar o mundo, mas não é de todo ruim e funciona como uma matiné.