Jorge Furtado relembra o processo de criação do premiado filme ‘Ilha das Flores’

Com mais de 30 anos dedicados ao cinema, o diretor Jorge Furtado é o destaque da série “A Linguagem do Cinema”, da Quarta de Cinema, 27, às 21h30. No episódio, Furtado comenta o processo de criação e mostra as imagens que deram partida a “Ilha das Flores” (1989), seu primeiro filme autoral, no qual assina também o roteiro.

O curta-metragem revela os paradoxos entre os problemas sociais, econômicos e culturais criados e enfrentados pelos homens, que são resultado da consolidação de valores distorcidos nas sociedades. Com direção do cineasta Geraldo Sarno e realização da Riofilme, a série “A Linguagem do Cinema” foi realizada em 2000 e representa um registro histórico com os processos de criação de 10 cineastas brasileiros, promovendo uma introdução à linguagem cinematográfica.

Também na Quarta de Cinema, só que um pouco mais cedo, às 21h, no episódio da série exclusiva “Grandes Cenas”, Matheus Nachtergaele apresenta o depoimento do diretor argentino Rodrigo Moreno sobre seu processo na elaboração da cena do aniversário no filme “O Guardião” (2006), na qual deu total liberdade aos atores no set. No final do episódio, a cena é exibida.

Outra atração da Quarta de Cinema, só que às 20h, é a faixa “A Vida é Curta” que apresenta uma retrospectiva de filmes de ficção que passaram pelo programa. Abrindo a sequência, a estreia do curta “Uma Vida Inteira”, que tem no elenco Alice Braga e Bruno Autran, e retrata anseios e preocupações de uma geração de jovens adultos independentes, focados em suas carreiras e carentes de afeto. Entre a primeira noite de um casal e a premonição do fim do relacionamento, pode caber uma vida inteira. Baseado na crônica “O Salto”, de Antônio Prata, o curta-metragem é dirigido por Bel Ribeiro e Ricardo Santini.

Na sequência é a vez de “3 Minutos”, curta da diretora Ana Luiza Azevedo que mostra as reviravoltas que a vida pode dar em pouco tempo, apenas três minutos precisamente. Com direção de Esmir Filho, “Saliva” encerra a retrospectiva da faixa. O filme apresenta uma viagem na mente de uma menina de 12 anos prestes a dar seu primeiro beijo. Dúvidas e medos mergulhados em saliva. A produção foi eleita o Melhor Curta no Festival Internacional de Filmes de Cataluña (2007).

Na Segunda da Música, 25, às 23h30, a série musical exclusiva do Curta! “As Canções da Minha Vida” traz o cantor e compositor Leo Jaime. No episódio, ele interpreta diversas composições, como “Sentado à beira do caminho”, de Roberto e Erasmo Carlos, “Rock das Cachorras”, de Eduardo Dusek, “Cartão Postal”, de Rita Lee e Paulo Coelho, e “Almost Blue”, de Elvis Costello. Com 13 episódios, a série “As Canções da Minha Vida” traçou um panorama sobre as canções que marcaram e influenciaram o repertório de importantes nomes da música brasileira. Produzida pela Raccord Produções, com direção e roteiro de Bruno Levinson, a série é financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Também na Segunda da Música, 25, só que às 21h30, os personagens, as canções e as histórias de uma das mais importantes bandas de rock do Brasil retornam ao canal com a reapresentação do documentário exclusivo “Barão Vermelho: por que a gente é assim?”. O filme mostra a trajetória do grupo que surgiu em 1981, da vontade dos amigos Guto Goffi e Maurício Barros de criar uma banda de rock´n roll. Estão lá, desde o convite a Roberto Frejat, Dé Palmeira e a caça ao vocalista ideal, Cazuza, até suas mais recentes formações. É o percurso de um conjunto que marcou a música brasileira ao ser um dos precursores do chamado BROCK, movimento musical do rock nacional. Dirigido por Mini Kerti, o longa é uma coprodução entre o Barão Vermelho e a Conspiração Filmes, e teve financiamento pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Na Quinta do Pensamento, 28, às 22h, será exibido “Revolução da Escola 1918 – 1939”, documentário produzido pelo Arte France, tradicional canal público franco-alemão. A produção revela o movimento de pensadores como Maria Montessori, Célestin Freinet, Ovide Decroly e Alexander S. Neill na tentativa de, logo após a Primeira Guerra Mundial, introduzirem novos métodos mais focados no desenvolvimento natural dos alunos. Os intelectuais acreditavam em um mundo sem violência e buscavam o ensino centralizado nas crianças. A ascensão do fascismo, porém, derrubou a expectativa de revolução e afetou o método educacional usado pelas escolas até hoje.

A trajetória do jurista Heráclito Sobral Pinto, que ganhou visibilidade ao defender a democracia durante a ditadura militar, é destaque na Sexta da Sociedade, 29, às 22h. O Curta! exibe o documentário “Sobral – O homem que não tinha preço”, dirigido pela neta do jurista, a cineasta Paula Fiuza. Paula traz na produção uma série de depoimentos de historiadores, figuras do meio jurídico e pessoas auxilidas por Sobral, que ressaltam a importância de seu trabalho na defesa da justiça e dos direitos humanos. Um dos depoimentos traz Anita Leocádia Prestes, filha dos líderes comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benário. Ela conta que a relação com Sobral Pinto era como a de pai e filha: “Ele dizia que era o meu segundo pai, porque ele contribuiu decisivamente para me salvar das garras do nazismo”.

SEGUNDA DA MÚSICA

Barão Vermelho – Por Que a Gente é Assim? (Documentário)
Documentário inédito e exclusivo do Curta!, que trata da história de uma das bandas mais icônicas do rock nacional: Barão Vermelho. O filme reúne depoimentos dos músicos Frejat, Guto, Dé Palmeira, Maurício, Sergio Serra, Peninha, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos e Dadi Carvalho, nas diferentes formações da banda. Os primeiros ensaios filmados em super-8; o show no Teatro Ipanema, em 1983; os ensaios e shows no Circo Voador, a emblemática arena de shows dos anos 80; e programas como Chacrinha e Raul Gil embalam o documentário.

Diretora: Mini Kerti

Duração: 108 min

Exibição: 25 de dezembro, segunda-feira, às 21h30.

Classificação: Livre.

Horários alternativos:

Dia 26 de dezembro, terça-feira, às 1h30 e às 15h30;

Dia 27 de dezembro, quarta-feira, às 9h30;

Dia 30 de dezembro, sábado, às 22h.