Cru e violento, novo “Miami Vice” é fita policial impecável

Miami Vice (Idem, EUA, 2006) de Michael Mann

O filme: a adaptação da série de TV homônima traz os mesmos personagens, os detetives Sonny Crocket e Ricardo Tubbs – agora interpretados por Colin Farrell e Jamie Foxx, respectivamente.

De cara uma missão arriscada, e depois o FBI precisa de suas habilidades e os convocam. Especialistas em identidades falsas e infiltração em organizações criminosas, a dupla começa a fazer serviços de entregas de mercadorias para um chefão colombiano. Começam por aí, mas não imaginam onde vão parar. Algo grande e podre está por eclodir no mundo do crime e, infiltrados, estarão no olho do furacão quando isso acontecer.

Porque assistir: sem risinhos sádicos ou vilões megalomaníacos o filme caminha em cenas largas que enaltecem sua moldura de filme cru, violento e colado com a realidade.

Farrell e Foxx têm vigor suficiente para segurar quase duas horas e meia de projeção, assessorados pela estonteante Gong Li (Isabella), pelo intimidador Luis Tosar (Jesus) e o impulsivo John Ortiz (José Yero).

Melhores momentos: Michael Mann sabe o que faz. Com autoridade orquestra suas cenas com enquadramentos tecnicamente perfeitos. O experiente diretor exibe seus nuances técnicos e convida o espectador para entrar no seu clima com um alto grau de sofisticação.

Seus tiroteios são secos e potentes, sua sedução é calcada no puro furor, enquanto a história caminha para um rumo avassalador

Pontos fracos: talvez um pouco longo. Só um pouco.

Na prateleira da sua casa: sempre no alvo, sem desperdício de munição e com excelência, Michael Mann entrega ao público um filme policial adulto, inteligente e com consistência.