Crítica: sexto “Missão: Impossível” fez o que parecia impossível, e atinge o ápice

Missão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout, 2018) de Christopher McQuarrie

Uma franquia com mais de duas décadas de idade (o primeiro data de 1996) precisa se reinventar mas também manter-se fiel à sua essência. É nesse equilíbrio que Missão: Impossível melhora a cada novo episódio. Principalmente depois que encontrou o comando perfeito nas mãos do diretor Christopher McQuarrie. O cineasta dá um ar único de sofisticação à série, com direito à ecos de Christopher Nolan e seu O Cavaleiro das Trevas.

No currículo de McQuarrie, além desse sexto capítulo da franquia que adapta a série de TV, apenas o quinto Missão: Impossível – Nação Secreta (2015), a fita ação Jack Reacher: O Último Tiro (2012) e o policial independente, À Sangue Frio (2000).

É notável, inclusive, que o filme guarde semelhanças com as produções de super heróis. Temos nosso velho espião Ethan Hunt com um arco pessoal mais profundo , incluindo doses de auto sacrifício , altruísmo , valorização da vida inocente e senso de responsabilidade com o mundo. Poderia até ser um Batman. Tom Cruise personifica perfeitamente essa alma de herói e consegue o feito de desenvolver seu personagem mantendo a aura de astro moderno (que realiza praticamente todas as cenas de ação ele mesmo, dispensando dublês). Mas quem rouba a cena é o homem de aço, Henry Cavill, no melhor papel de sua carreira, em papel de função dúbia no thriller de ação.

Com sequências de ação grandiosas, ousadas e originais (acomdireito até um pega de helicópteros), um roteiro básico porém muito bem amarrado, e uma perceptível vontade de satisfazer o publico, essa nova missão entrega tudo que a gente espera: adrenalina em alta dosagem. Ao fim, o sexto Missão: Impossível fez o que parecia ser uma missão impossível, e atingiu seu ápice.