Crítica: Na quarta versão de “Nasce uma Estrela”, nasce um diretor

Nasce uma Estrela (A Star Is Born, 2018) de Bradley Cooper

Depois de 1937; 1954; e 1977, temos mais uma versão da mesma história em 2018 com “Nasce uma Estrela”. Mas sim, filmada como se fora um filme de banda, com grandes partes ao vivo, e sentimento nos bastidores. E aqui nasce um diretor, ele mesmo, Bradley Cooper, que consegue se deixar a emoção tomar de conta do seu romance musical. Exceto pelo fato de que 10 minutos a menos fariam bem ao filme, a montagem trabalha bem ao primeiro, apresentá-lo. Depois ela. Na sequência a aproximação, até grudá-los em cena. Até o fim.

Na trama, conhecemos Jackson Maine (Bradley Cooper), um cantor no auge da fama. Certo dia, após um show, para em um bar e conhece acidentalmente Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando de garçonete em um restaurante de um hotel. Imediatamente, Jackson se encanta não apenas por seu talento, mas pela mulher atrás daquela voz. Ao mesmo tempo em que Ally se torna uma estrala, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido ao problema com o alcoolismo. Será que o amor será capaz de salvá-lo?

Se Lady Gaga se vê como parte da história na tela (e não se sai mal, hein!?), Bradley Cooper extrai de si uma versão tour de force de um Jeff Bridges em “Coração Louco” (que já era bem assim, acabado), e se entrega como uma alma em busca de salvação. Canções originais ajudam a contar toda a história, e duas delas tem momentos bem especiais, “Shallow” (quando é tocada pela primeira vez) e “I´ll Never Love Again”, que me levaram às lágrimas.