‘Clube de Compras Dallas’ apresenta história real e interpretações viscerais premiadas com o Oscar

Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013) de Jean-Marc Vallée

O filme: Em 1985, o eletricista Ron Woodroof (Matthew McConaughey) descobre que está com AIDS. Para tentar sobrevida e após muitas pesquisas, decide obter medicações alternativas, ainda não comercializadas nos EUA. Homofóbico, tem de conviver também com o trans Rayon (Jared Leto), importante componente na parceria e criação do ‘Clube de Compras Dallas’, voltado para ajudar pacientes em mesmas condições médicas que as suas.

Porque assistir: três grandes motivos. As monstruosas atuações/entregas de Matthew McConaughey e Jared Leto, vencedores do Oscar e Globo de Ouro de melhor ator e coadjuvante – respectivamente. Em ambos os casos há grandes transformações físicas. E o teor de ‘história real’ acrescenta uma curiosidade a mais para o drama, que emociona e não apela para sentimentalismo raso. Há sentimentos nobres e muito bem trabalhados ao redor dos personagens.

Melhores momentos: os diálogos entre Ron e Rayon, sempre recheados de tiradas irônicas e/ou com emoções verdadeiras.

Pontos fracos: há pontos bem interessantes levantados, mas colocar a indústria farmacêutica como vilãs absolutas da história é um pouquinho demais. Só um pouquinho.

Na prateleira da sua casa: interpretado com algo entre uma entrega e a personificação, sua dupla nos apresenta dois personagens reais que fizeram da suas histórias de vida uma grande obra, um drama maiúsculo. Ambos venceram o Oscar e Globo de Ouro (drama), além da produção ter vencido o Prêmio da Academia de melhor maquiagem e ter acumulado as indicações de melhor filme, roteiro original e edição. Há ainda a luxuosa ajuda de Jennifer Garner como uma médica atenciosa.

Jean-Marc Vallée (A Jovem Rainha Vitória, 2009) tece sua trama de maneira sensível e envolve o espectador da maneira mais humana possível dentro da sua história. Um poderoso drama para se ver, rever e ter na prateleira de casa.