Adaptação do jogo de tabuleiro, “Ouija” é apenas mais um terror adolescente

ouija_o_jogo_dos_espiritos
Ouija – O Jogo dos Espíritos (Foto: Universal)

Ouija – O Jogo dos Espíritos (Ouija, 2014) de Stiles White

O filme: após o suicídio misterioso de Debbie (Shelley Henning), um grupo de amigos tem de enfrentar seus medos mais terríveis quando eles despertam os poderes das trevas, através do jogo de tabuleiro Ouija, onde os vivos se comunicam com os mortos.

Porque assistir: filme baseado no jogo de tabuleiro da Hasbro, de mesmo nome, utilizado para estabelecer comunicação com espíritos. De acordo com as regras do jogo, os espíritos fazem uma pedra se mover sobre letras em um tabuleiro, compondo frases destinadas aos jogadores. Para quem tem interesse me descobrir como funciona o jogo de tabuleiro Ouija, é também indicado para quem é fã de filmes de terror de adolescentes, normalmente sem nenhum tipo de lógica.[tribuna-veja-tambem id=”7610″ align=”alignright”]

Melhores momentos: apesar de cheirar a clichê, a sequência do suicídio.

Pontos fracos: usa o subterfúgio do susto pelo susto, sem nenhum tipo de construção positiva para a história. Em cerca de 15 ocasiões há alguém que entra de repente, um grito ou pancada em portas, ou simples jogos de cena, montagem e uso excessivo da trilha sonora rasgante.

Furos se acumulam no roteiro, entre eles há o descobrimento de um corpo sem nenhum aviso às autoridades – mesmo após o fim da sequência de “descosturar” a boca –, além da morte/sumiço de dois personagens masculinos no terço final, praticamente sem reação aparente e/ou explicação dentro da trama. A sabedoria de uma velha personagem latina também é utilizada quando a história precisa, mesmo sem nenhum tipo de indicação de envolvimento da mesma nas questões fantasmagóricas, onde a previsibilidade assusta mais que os pretensos sustos da fita.

Na prateleira da sua casa: disponível em DVD e Blu-ray pela Universal, o suspense custou quase nada (U$ 5 milhões de dólares), e arrecadou mais de U$ 100 milhões em todo mundo. O final abre para uma possível continuação, só para variar.

É a estreia na direção do roteirista de O Pesadelo (2005), Presságio (2009) e Possessão (2012), Stiles White.

No elenco, uma bando de desconhecidos, o que facilita a dúvida o quesito “quem morre primeiro?”. As duas dignas de nota são Olivia Cooke (Bates Motel, série de TV), que interpreta Laine Morris, e Shelley Henning (da série de TV “Days of Our Lives” e Cybernatural, 2014), a suicida Debbie.

Termo vetor - segunda versão - DEITADA - 4