“72 Horas” é pura ação psicológica

72 Horas (The Next Three Days, 2010) de Paul Haggis

O filme: acompanhamos a noite de um casal comum (Russel Crowe e Elizabeth Banks), que primeiro discute, para depois terminar a noite fazendo as pazes da melhor forma possível.

No entanto, de forma dramática a sequência seguinte traz um choque ao espectador. Uma brutal prisão, poucas explicações, um marido desesperado e uma criança desnorteada.

Pode parecer pouco, mas sua ação psicológica é forte. E depois de tanto martelar entre drama e o suspense, seus últimos 20 minutos se transformam em tensão pura envolvendo fuga e perseguição.

Porque assistir: refilmagem do francês Pour Elle (2008), é um suspense que aposta numa tensão crescente, tem ótimo elenco de apoio e protagonistas firmes. E mesmo nas impossibilidades da trama, ainda se busca tratar as ações de uma forma mais realística possível.

Melhores momentos: a cena na auto-estrada é a pancada final e reafirma o poder do filme de prender a atenção na trama. Russell Crowe demonstra ao longo do filme sua capacidade de ser multifuncional: um professor metódico, pai dedicado ou um McGyver da internet. Já sua parceira de cena, Elizabeth Banks, surpreende no drama ao viver bem a esposa acusada e condenada por um crime possível.

Pontos fracos: apesar de investir nas ações justificadas e movimentos estudados, sempre há uma dúvida acerca de sua verossimilhança.

Na prateleira da sua casa: o poder de ser crível em algo tão ousado e às vezes até inacreditável, assim pode ser resumido como o grande motivo de levar o filme para casa. Elizabeth Banks se apresenta como uma bela surpresa dramática e Russel Crowe tem uma atuação dedicadamente memorável. Um obstinado nato.

 

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