15 filmes baseados em histórias em quadrinhos antes da Marvel dominar o cinema

A MARCA DO ZORRO (The Mark Of Zorro, 1940) de Rouben Mamoulian | Baseado no HQ “The Curse of Capistrano”, de Johnston McCulley, essa fabulosa refilmagem do clássico do cinema mudo estrelado por Tyrone Power no papel do destemido vingador mascarado que, sozinho, salva Los Angeles dos déspotas espanhóis. Don Diego Veja (Power) É chamado de volta de seu treinamento com os ofi ciais de elite na Espanha para a Califórnia, onde encontra seu pai, o alcaide, deposto e o povo vivendo sob o jugo tirano dos espanhóis. Disfarçado como Zorro, um espadachim misterioso vestido de preto, ele luta para recolocar seu pai no poder e devolver o dinheiro dos impostos roubado pelos vilões (J. Edward Broberg, Basil Rathbone), mesmo assim ele ainda encontra tempo para cortejar a bela sobrinha do tirano (Linda Darnell).

PRÍNCIPE VALENTE (Prince Valiant, 1954) de Henry Hathawayo | Inspirado nas aventuras do herói homônimo das histórias em quadrinhos criadas por Harold “Hal” Foster nos anos 50, o filme conta as andanças do herói da Inglaterra medieval, o Príncipe Valente (Robert Wagner). O rei Aguar (Donald Crisp ) e sua família viking são vítimas de uma traição e fogem para o exílio, ficando sob a proteção do Rei Artur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Quando atinge a maioridade, o filho de Aguar, Príncipe Valente, é enviado pelo seu pai à Camelot para se tornar cavaleiro. Valente deseja se tornar escudeiro de Sir Brack (James Mason), mas quando sofre um ataque de um cavaleiro desconhecido, consegue fugir e chegar a um castelo onde conhecerá o seu grande amor, a princesa Aleta (Janet Leigh).

ROCKETEER (The Rocketeer, 1991) de Joe Johnston | O Rocketeer foi a homenagem do escritor e artista Dave Stevens aos populares super-heróis matinais de 1930 e 1940 e rapidamente conquistou seguidores após estrear nas páginas da Pacific Comics em 1982. A trama da adaptação ao cinema se passa na Los Angeles de 1938, quando o piloto Cliff Secord (Bill Campbell) é forçado a realizar um pouso forçado, após seu avião ser atingido por tiros vindos da perseguição de gângsters por agentes do FBI. Sem dinheiro, seu melhor amigo Peevy (Alan Arkin) tenta consertar um velho avião de forma que Cliff possa se apresentar com ele em alguma exibição. É quando Cliff encontra um pacote, escondido por um dos gângsters. Nele há um foguete com cintos, a ser usado como uma mochila, que permite que um homem possa voar. Quando o mecânico Malcolm (Eddie Jones) se machuca em uma exibição aérea, Cliff usa o foguete para salvá-lo. Trata-se da primeira aparição pública de Rocketeer, que logo vai para a primeira página dos jornais. A publicidade chama a atenção dos gângsters, do FBI e ainda de espiões nazistas, que sequestram Jenny Blake (Jennifer Connelly), a namorada de Cliff, para forçá-lo a resgatá-la.

O CORVO (The Crow, 1994) de Alex Proyas | Brandon Lee estrela o último filme de sua carreira, baseado na série em quadrinhos de James O’Barr (1989). Na trama, o músico Eric Draven (Lee) e sua noiva são brutalmente assassinados no Halloween. Um ano depois, Eric volta do mundo dos mortos, se torna um anti-herói, e, guiado por um corvo parte em uma caçada de vingança. Proyas dirige o filme, combinando os elementos de suspense com um visual neogótico, e a produção ficou marcada pela morte do seu astro (aos 28 anos), com filmagens interrompidas, e apenas após um acordo com a família Lee, concluída e lançada. Com muito do papel de Lee no filme, eles optaram por completar a produção através de uma combinação de reescritos de roteiro, efeitos digitais e um dublê (o futuro escritor e diretor de John Wick, Chad Stahelski). Detalhe, a cena de sua morte está na edição fi­nal do longa.

O MÁSKARA (The Mask, 1994) de Charles Russell | Personagem que vem diretamente dos quadrinhos lançados em 1987, criado por Mike Richardson, pelo artista Mark Badger, e qu mais tarde foi expandido pela dupla John Arcudi (roteiro) e o artista Doug Mahnke. E desde sua estreia nos cinemas, é impossível disassociar a figura verde com grandes dentes, da sensacional performance de Jim Carrey. Em Edge City vive Stanley Ipkiss (Jim Carrey), um cara decente que trabalha em um banco mas é socialmente desajeitado e sem muito sucesso com as mulheres. Após um dos piores dias da sua vida, ele acha no mar a estranha máscara de Loki, um deus escandinavo. Quando Stanley coloca a máscara, se transforma em O Máskara, um ser com o rosto verde que possui a coragem para fazer as coisas mais arriscadas e divertidas que Stanley receia fazer, inclusive flertar com Tina Carlyle (Cameron Diaz), a bela e sensual cantora que se apresenta no Coco Bongo, a discoteca do momento.

O SOMBRA (The Shadow, 1994) de Russell Mulcahy | Baseado em uma publicação de pulp fiction de 1931 de mesmo nome de Walter B. Gibson, o personagem também foi astro de uma série de rádio e uma série de outros comic books. Um espetáculo visual interessante, Alec Baldwin é Lamont Cranston, um playboy de Nova York que virou traficante de ópio perigoso que é capturado e convertido para se tornar um combatente do crime por monges tibetanos. Lembra até a história de Batman, não é mesmo?

TANK GIRL – DETONANDO O FUTURO (Tank Girl, 1995) de Rachel Talalay | Certamente é uma das obras distintas das adaptações de HQs dos anos 90, mas cruelmente negligenciados. No ano de 2033, após um cometa atingir o planeta Terra, a humanidade passa por um grande racionamento de água. A mega-organização Water & Power domina todo o estoque de água potável. Rebecca, conhecida como Tank Girl (Lori Petty), é membro de um pequeno grupo de foras da lei que mantêm uma fonte no porão de uma casa. Quando a corporação descobre esta situação, uma grande batalha irá começar. Uma adaptação vibrante e atraente do popular personagem de quadrinhos britânico que estreou pela primeira vez em 1988.

O FANTASMA (The Phantom, 1996) de Simon Wincer | Versão cinematográfica da famosa tira cômica de Lee Falk, The Phantom (1936). Em Bengala, o Fantasma (Billy Zane), o 21º membro de uma linhagem que há 400 anos combate o mal decide ir para Nova York, para impedir que um milionário louco tome posse da tríade de Caveiras de Touganda (uma de ouro, outra de prata e a última de jade), que, juntas, geram uma energia tão grande que dará ao dono delas um poder imensurável. Sendo que a Irmandade de Sengh, um grupo de piratas que existe por quatro séculos, também está interessado nas caveiras.

BARB WIRE: A JUSTICEIRA (Barb Wire, 1996) de David Rogan | Adaptação dos quadrinhos da Dark Horse (Chris Warner, 1994), estrelada por Pamela Anderson, como uma voluptuosa caçadora de recompensas que deve ajudar seu ex-namorado a escoltar até o Canadá a atual mulher dele, líder da resistência ao governo facista que domina os EUA, durante uma imaginária Segunda Guerra Civil Americana de 2017.

SPAWN – O SOLDADO DO INFERNO (Spawn, 1997) de Mark A.Z. Dippé | Adaptação para o cinema do personagem de quadrinhos dos anos 90 de Todd McFarlane, foi o primeiro filme de um grande estúdio sobre um super-herói afro-americano. Al Simmons (Michael Jai White), o mais profissional agente de uma organização americana, é traído e morto por Jason Wynn (Martin Sheen), seu maquiavélico chefe, e Jessica Priest (Mindy Clarke), uma ambiciosa agente. Após cinco anos Al faz um pacto com Malebolgia, um dos demônios que comandam o inferno, para voltar à Terra para ver Wanda (Theresa Randle), sua esposa, que agora está casada com Terry Fitzgerald (D.B. Sweeney), um antigo colega de Al. Em troca Al irá liderar como Spawn os exércitos encarregados da destruição da raça humana. Na Terra Al é ajudado pelo Palhaço (John Leguizamo), um ser demoníaco que tem a missão de auxiliar Al em sua nova realidade e estimulá-lo a destruir Wynn e comandar os exércitos do inferno.

MIB – HOMEMS DE PRETO (MIB: Men in Black, 1997) de Barry Sonnenfeld | Misto de comédia e sci-fi é inspirado em uma HQ homônima de 1990 de Lowell Cunningham e Sandy Carruthers. Agência secreta governamental cuida de fiscalizar os alienígenas que já vivem na Terra, sendo que alguns são vigiados em tempo integral. James Edwards (Will Smith), um novato na organização, em parceria de K (Tommy Lee Jones), um veterano agente, tenta impedir um terrorista intergalático, que planeja assassinar dois representantes de galáxias opostas e destruir o planeta Terra.

AÇO (Steel, 1997) de Kenneth Johnson | John Henry Irons (Shaquile O’Neal) cria armas não-letais para o exército americano. Quando vê as armas por ele criadas sendo usadas por uma gangue, John descobre que seu projeto original foi sabotado. Revoltado, ele resolve usar o equipamento do tio Joe (Richard Roundtree) para criar uma armadura, que o faz assumir o codinome Aço. Seu alvo é Nathaniel Burke (Judd Nelson), que autorizou a venda das armas às gangues que agem nas ruas. Criado por Louise Simonson e Jon Bogdanove, o personagem apareceu a primeira vez em 1993, em uma história de As Aventuras do Superman, da DC Comics.

DO INFERNO (From Hell, 2001) de Albert Hughes, Allen Hughes | Em 1888 a cidade de Londres vive um horror sem precendentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente sequestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma “caçada” às garotas de Whitechapel, o caso logo chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia que muitas vezes usa de seus poderes psíquicos para solucionar casos. Abberline se envolve cada vez mais com o caso e aos poucos se apaixona perdidamente por Mary, mas quanto mais se aproxima da verdade mais Whitechapel fica perigosa para Abberline, Mary e suas companheiras. Baseado nos quadrinhos homônimo de Alan Moore, publicado em 1989.

ESTRADA PARA PERDIÇÃO (Road to Perdition, 2002) de Sam Mendes | Inspirado pelo quadrinho homônimo de Max Allan Collins lançado em 1998, e grande parte dos elogios são para a cinematografia noir, que com certeza tem influências dos quadrinhos. Na trama, Michael Sullivan (Tom Hanks) é um zeloso pai de família, mas trabalha como assassino profissional para um irlandês, John Rooney (Paul Newman). Quando seu filho testemunha um assassinato, Sullivan tenta acalmar a todos, mas Connor Rooney (Jude Law) só terá segurança quando sua família estiver toda morta.

MARCAS DA VIOLÊNCIA (History of Violence, 2005) de David Cronenberg | Inspirado numa graphic novel de 1997, da autoria de John Wagner e publicada pela DC Comics, o roteiro de Josh Olson tomou diversas liberdades criativas que desviram bastante a adaptação do material original, mas que foram bem recebido como um grande filme. Tom Stall (Viggo Mortensen) leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Percebendo o perigo, Tom se antecipa e consegue salvar seus clientes e amigos e, em legítima defesa, mata dois criminosos. Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. A mídia passa a segui-lo, o que o obriga a falar com ela regularmente e faz com que ele deseje que sua vida retorne à calmaria anterior. Surge então em sua vida Carl Fogarty (Ed Harris), um misterioso homem que acredita que Tom lhe fez mal no passado.