“127 Horas” tem direção segura e a melhor atuação de James Franco

127 Horas (127 Hours, 2010) de Danny Boyle

O filme: você aguentaria 127 horas no relento, com sol, frio e chuva, sozinho, e, (agora vem o pior), com uma pedra de mais de uma tonelada sobre sua mão no meio do nada? Essa é a história real de Aaron Ralston (James Franco), que em maio de 2003, durante uma aventura de bicicleta pelas montanhas de Utah, Estados Unidos, acabou ficando com seu braço preso em uma fenda.

Porque assistir: é uma história real interessante e James Franco prova que sabe atuar numa tour de force que lhe valeu uma indicação ao Oscar e Globo de Ouro (drama) de melhor ator.

O diretor Danny Boyle (Oscar de melhor filme e direção por Quem Quer Ser Um Milionário? – 2008) mantém o espectador ligado na história de um homem só.

Melhores momentos: as lembranças/viagens de Aaron Ralston (James Franco), enquanto ele tenta sobreviver.

Pontos fracos: é um filme de homem só, e o público tem de estar ciente para receber apenas isso, que, por vezes, pode levar a momentos parados.

Na prateleira da sua casa: 127 horas é uma gloriosa agonia, que ganha força na poderosa interpretação de James Franco e uma edição que alterna pensamentos e realidade ao entrar e sair da mente do protagonista.

O drama concorreu ao Oscar de filme, ator, roteiro adaptado, edição, canção original e trilha sonora, que é fantástica.

 

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